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Moradores do Fátima Baixo protestam e pedem indenização após alagamentos em Caxias do Sul

Manifestantes bloquearam a Avenida Doutor Mário Lopes com móveis destruídos pela chuva e alegam falha na gestão de reservatório de contenção.

carregando imagem editorialBarricada de colchões e móveis encharcados bloqueia Avenida Doutor Mário Lopes; asfalto molhado, céu nublado, sem pessoas identificáveis.
Imagem gerada por IA · O Bairrista

Moradores do bairro Fátima Baixo, em Caxias do Sul, realizam um protesto nesta terça-feira (22) em resposta aos danos causados pelo temporal de segunda-feira (21). O grupo bloqueou parcialmente a Avenida Doutor Mário Lopes utilizando móveis, eletrodomésticos e outros pertences danificados pela invasão da água nas residências.

A principal reivindicação da comunidade é o pagamento de indenizações por parte do poder público municipal. Os manifestantes afirmam que não buscam doações, mas sim a reparação financeira pelas perdas materiais, que em alguns casos atingiram a totalidade dos bens das famílias.

O foco da reclamação recai sobre o funcionamento de um piscinão, reservatório de detenção de águas pluviais, localizado na região. Segundo os moradores, a estrutura recebeu um volume de água superior à sua capacidade projetada, o que teria provocado o transbordamento para as casas vizinhas.

Lideranças do movimento relataram que a administração municipal já havia sido alertada sobre os riscos operacionais daquela unidade de drenagem. Eles sustentam que a decisão de direcionar grandes volumes de água para o local, sem a devida vazão, configura responsabilidade direta da prefeitura pelos prejuízos.

Durante o ato, representantes da prefeitura e vereadores compareceram ao local para ouvir as demandas. A comunidade exige um cronograma de soluções para o sistema de escoamento e uma resposta formal sobre o ressarcimento dos danos sofridos durante a enxurrada.

O protesto ocorre em um cenário de crise climática na Serra Gaúcha, onde Caxias do Sul registrou mais de 140 milímetros de chuva em 24 horas. O volume excepcional causou bloqueios em diversas vias, suspensão de aulas na rede municipal e situações de resgate em bairros distintos.

Além dos alagamentos no Fátima Baixo, o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) mantém o Plano de Ação em alerta no Complexo Dal Bó. O nível da Represa São Miguel atingiu marcas críticas, exigindo monitoramento constante das barragens e orientação para evacuação preventiva em áreas próximas.

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros seguem mobilizados no atendimento de ocorrências em toda a cidade. Até o momento, o trânsito na Avenida Doutor Mário Lopes permanece com restrições enquanto durar a mobilização dos moradores atingidos.

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